Setor de papel e celulose projeta recuperação de preços no 2º trimestre, mas câmbio segue como risco
O setor de papel e celulose no Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2026 com um desempenho razoável, embora pressionado pela valorização do real frente ao dólar. As empresas Suzano e Klabin reportaram receitas que refletem este cenário, com a Suzano apresentando uma queda de 5% na receita líquida em comparação anual. Apesar das dificuldades, ambas as empresas projetam uma tentativa de reajuste nos preços para o 2º trimestre, com fatores distintos afetando a demanda na Europa e na China.
O aumento projetado nos preços de celulose na Europa e nos Estados Unidos é um fator positivo para as receitas das empresas, mas os desafios na China e a valorização do real continuam sendo um risco significativo. Se o preço do petróleo permanecer elevado, isso pode impactar negativamente os custos operacionais, afetando o caixa das empresas. Portanto, o comportamento da taxa de câmbio e dos custos, incluindo as matérias-primas, será crucial para a saúde financeira do setor nos próximos meses.
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