A investigação sobre o Master que o BC não fez (ou não quis fazer)
A morosidade na investigação do Banco Central sobre o Master, que se estendeu de 2021 a 2025, permitiu que o banco continuasse a operar com recursos de previdência, mesmo após acusações de fraude. O processo de negociação do termo de compromisso (TAC) enfrentou vários atrasos e discussões sobre valores, chegando a um acordo de R$ 21,2 milhões somente em 2024. Contudo, este acordo foi novamente atrasado, levantando questões sobre a supervisão da CVM nas operações fraudulentas, especialmente após a liquidação do Master em 2025.
A falta de ação eficaz do Banco Central e da CVM em relação ao Master pode resultar em um ambiente de mercado mais instável, refletindo na percepção dos investidores sobre a segurança das operações financeiras no Brasil. Esses eventos podem levar a uma aversão ao risco maior em ações de bancos e instituições financeiras, como Bradesco (BBDC3), Itaú Unibanco (ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3), que já enfrentam desafios relacionados à confiabilidade do sistema.